sexta-feira, 21 de junho de 2013

A ORFANDADE DO POVO BRASILEIRO

A Orfandade do Povo Brasileiro

Por Aluizio Gomes

A atual revolta do povo brasileiro demonstra, de forma inequívoca, a sua orfandade.É emblemática a total rejeição de todo  qualquer partido político.É um movimento espontâneo, de baixo para cima, sem nenhum líder, seja sindical, ou político, manobrando as massas juvenis.
O povo se revolta contra a corrupção, a inércia política, a omissão dos honestos ( para dizer o mínimo), e a desigualdade de renda entre as camadas sociais. A depredação do patrimônio privado mostra o descontentamento reprimido dos excluídos, agora extravasando.
Políticos enriquecendo ilicitamente, sem nenhuma punição, grupos associados, da publicidade e de empreiteiras, arrecadando bilhões, tudo isto é fermento da revolta.
O povo se espreme em transportes precários, ruas esburacadas, hospitais sem recursos, enquanto os marajás curtem a vida, com seus cartões corporativos.
Sem político colocou ainda a cabeça de fora, ou são criminosos, ou cúmplices com a sacanagem.Uma enorme coleção de avestruzes.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

O MILITANTE IMAGINÁRIO

O MILITANTE IMAGINÁRIO
Por Arnaldo Jabor
04 de Junho de 2013 
O Brasil está infestado de 'militantes imaginários'. Mas, o que é um "militante imaginário" ? (Ouvi essa expressão do José Arthur Gianotti - na mosca. Já escrevi sobre isso e volto). O militante imaginário (MI) é encontrado em universidades, igrejas, conventos, jornais, bares. O militante imaginário é um revolucionário que não faz nada pelo bem do povo; ele se julga em ação, só que não se mexe. A revolução imaginária não tem armas, nem sangue, nem dificuldades estratégicas, nem soldados. Trata-se apenas de um desejo ou de ignorantes ou de pequenos burgueses que sonham com uma vitória sem lutas. É uma florescência romântica, poética que nos espera numa 'parusia' (Google, gente boa) ao fim da história. 

O militante imaginário precisa de algo que ilumine sua vida, uma fé, como os evangélicos - o 'bem' de um futuro, o bem de uma sigla, de um slogan. Pensando assim, tudo lhe é permitido e perdoado. "Sou de esquerda" - berra o publicitário, o agiota, o lobista. É tão prático... O grande poeta Ferreira Gullar, ex-exilado, perseguido na ditadura, foi dar uma palestra na USP e ficou perplexo com a obviedade ideológica dos jovens, como se estivéssemos ainda na chegada de Fidel a Havana. Tudo comuna. Ser 'de esquerda' dá um charme extra a ignorantes de politica. Não há mais esquerda e direita; certo seria falar em 'progressistas e reacionários'. Com essa dualidade antiga, o PT é 'de direita'. Mas o MI não quer saber disso - continua sonhando com o surgimento mágico de Lula, com seu dedinho cortado.

A revolução do imaginário militante é uma herança modernista que ficou, desde a coragem de barbudos de Cuba, dos Panteras Negras, dos vietcongues. Nós, no Brasil, amantes do gesto abstrato, inventamos a "revolução cordial". Preferimos o mundo da teoria. A realidade atrapalha, com suas vielas, esgotos e becos sem saída. Bem ou mal, um militante do PT trabalha, luta por seus ideais delirantes. Mas o militante imaginário é o revolucionário que não gosta de acordar cedo. É muito chato ir para a porta da fabrica panfletar. Militantes imaginários espalham-se pelo país torcendo por uma 'esquerda' como por um time. Isso garante-lhes um charme de revolta, de serem 'contra o Sistema'. Os jovens por exemplo preferem o maniqueísmo de uma 'esquerda' que desconhecem às complicadas equações para entender o mundo atual. (A propósito, não percam na internet o manifesto a favor da Coreia do Norte no site do PC do B. É caso de hospício). 

O militante imaginário é uma variante do "patrulheiro ideológico". Só que o patrulheiro vigia a liberdade dos outros. O militante imaginário só pensa em si - para ele, todos somos burgueses, malvados, contra o bem. Ele nem nos dá a esmola de uma crítica. Ele sorri de nossos argumentos, olhando-nos, superior, complacente com nossa 'alienação'.

sábado, 23 de março de 2013

OS OPOSTOS SE ATRAEM


O PARAÍSO PERDIDO


O PARAÍSO PERDIDO

Por Aluizio Gomes
Nada como um jornalista lúcido e honesto para colocar os pingos 
nos iiii.
Fiquem agora com o prêmio Nobel de Economia, que escreve no
 New York Times.

O TRAUMA DA ILHA DO TESOURO
Por Paul  Krugman
Há cerca de alguns anos atrás, o jornalista Nicholas Shaxson publicou um fascinante livro intitulado “As Ilhas do Tesouro”, o qual explicava como os paraísos fiscais, que são também, como ele bem assinala, “jurisdições do segredo”, onde muitas regras não se aplicam, solapam as economias por todo o globo .Não apenas eles retiram dinheiro de governos carentes , como também estimulam a corrupção, e destorcem o fluxo de capitais, ajudando a alimentar as crises financeiras.
Uma questão que Mr. Shaxson não abordou por muito , entretanto, é quando um paraíso fiscal entra em crise. É exatamente o que está acontecendo em Chipre agora. Seja qual for o final da história naquela ilha (um palpite: provavelmente não será bom),  a crise cipriota mostra exatamente como o sistema bancário mundial continua o mesmo, quase cinco anos depois que começou crise financeira.
Então, a respeito de Chipre: Você poderia estar imaginando porque alguém iria dar importância a uma crise  num país com uma economia  não muito maior do que aquela  da área metropolitana  de Scranton-Pa.Acontece que Chipre está na zona do euro, e assim uma crise lá pode afetar outros países. E tem mais: embora  a economia da ilha seja muito pequena, trata-se de um grande parceiro financeiro, com um setor bancário quatro ou cinco maior do que você poderia imaginar, a partir do tamanho da economia de lá.
Por que os bancos de Chipre são tão grandes assim?Porque o país é um paraíso fiscal, onde grandes empresas e pessoas milionárias guardam seu dinheiro.Oficialmente, 37% dos depósito bancários da ilha pertencem a estrangeiros.Entretanto, o número real deve ser bem maior, porque há expatriados e residentes apenas no papel. Basicamente, Chipre é um lugar onde, não apenas os russos, mas  pessoas de outros lugares escondem seu dinheiro da fiscalização.Pode dourar a pílula como quiser, mas isto é lavagem de dinheiro.
Ironicamente, Chipre investe muito mais na Rússia do que a própria Alemanha!
Infelizmente para os cipriotas muitos destes investimentos foram mal aplicados, na medida em que os bancos de lá compraram papéis gregos e desenvolveram uma enorme bolha imobiliária.Um dia, as coisas teriam que dar errado, e este dia chegou.
E agora?Há fortes semelhanças entre Chipre agora e a Islândia há poucos atrás,  dois países cuja economia são mais ou menos quantitativamente iguais.Da mesma forma que Chipre, a Islândia tinha uma grande setor bancário, inchado por depósitos estrangeiros, os quais eram simplesmente grandes demais para um “bail out” (socorro por um banco central).A resposta da Islândia foi simplesmente deixar os bancos quebrarem,mas protegendo os depósitos domésticos, e o resultado final não foi tão ruim assim.Na realidade ,a Islândia, que tem uma taxa de desemprego muito menor do que o resto da Europa, saiu-se muito bem da crise.
Desgraçadamente, a resposta de Chipre foi totalmente sem noção.Em parte isto se deve porque Chipre não tem moeda própria, está na zona do euro, dependendo de decisões feitas em Bruxelas e Berlim. Mas, também reflete a própria relutância de Chipre em encerrar seu negócio de lavagem de dinheiro. Os líderes cipriotas estão ainda tentando limitar as perdas dos depositantes estrangeiros na vã esperança que as coisas um dia se acalmem. Eles estavam tão ansiosos em proteger os tubarões que chegaram ao ponto de confiscar o dinheiro dos próprios compatriotas.


domingo, 17 de março de 2013

MINERAÇÃO NO BRASIL


O setor mineral brasileiro é assim:
1. Entra o geólogo, descobre a mina e entrega o mapa à diretoria.
2. Entra o engenheiro de minas, dinamita tudo, coloca no caminhão, ou no trem e pufff!
3. Entra o político, e faz o que quer e entende.
E o povo? O povo não entra.
Como consequência disto, boa parte do PIB brasileiro já deve estar nos paraísos fiscais.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O OTÁRIO


Existem dois tipos de comunistas:

O Otário e o Não Otário.
O Otário é o fodido, usa a boina e a efígie de Che Guevara e pede cadeia para os torturadores.
O Não Otário é o fodão, locupleta-se nas tetas estatais,e atiça o Otário para intimidar os democratas.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O ESTADO DA PETROBRÁS


De quem é o petróleo?
 
o    Por Sandro Vaia
o    (Publicado no Blog do Noblat)
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Tudo o que a Petrobrás podia fazer de errado, fez. Usada como massa de manobra política nos governos anteriores do PT, paga agora o preço que a presidente Maria das Graças Foster tem que carregar nas costas.A empresa ícone do patriotismo condoreiro, perdeu seis posições no ranking das maiores companhias petrolíferas do mundo. A sua produção caiu 2,6%, seus lucros caíram 36%, seu Ebitda caiu 14% e seu endividamento aumentou de forma a ameaçar o seu rebaixamento no rating das agências de risco.E 2013, como disse com estarrecedora franqueza a presidente Foster, também não promete ser um bom ano, principalmente o primeiro semestre.
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o    Os motivos são muito simples: a empresa, durante os dois governos Lula, não foi administrada como uma empresa, que tem que apostar na eficiência e dar retorno aos seus acionistas, mas como instrumento ideológico.Seus erros mais evidentes:
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o    1) A política de segurar os preços artificialmente para não impactar na inflação.
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o    2) A política de construção de refinarias em sociedade com o governo chavista da Venezuela, que simplesmente não colocou um centavo na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujas obras estão com um atraso de 3 anos.
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o    3) A política de só usar materiais fabricados no Brasil sem levar em conta preço, qualidade e eficiência. E “sem eficiência não há petróleo”, como disse o presidente da norueguesa Statoil, Helge Lunde, numa esclarecedora entrevista à revista Veja desta semana.Ele disse que os fabricantes noruegueses também receberam um “empurrãozinho”do Estado, mas dentro de um marco regulatório rigoroso que impunha prazos e metas bem definidas.
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o    4) A mudança do sistema de concessão para o sistema de partilha na regulamentação da exploração do pré-sal, que obriga a Petrobrás a ser a operadora única e a participar com no mínimo 30% do capital em qualquer área explorada. Isso a força a investir um dinheiro que ela não tem ou a aumentar o seu nível de endividamento, que já é está no limite . O primeiro leilão do pré-sal está marcado para novembro deste ano e não se sabe se até lá o governo manterá as regras em vigor, que tem espantado eventuais empresas interessadas.
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o    Esse panorama cinzento da Petrobrás é fruto da manipulação política das gestões anteriores, e Maria das Graças Foster, no seu discurso de posse, deixou isso bastante claro, ainda que depois tenha sido obrigada a fazer alguns salameleques diplomáticos para livrar a cara de Sérgio Gabrielli, o presidente anterior e atual secretário do governo petista da Bahia.O Brasil espera que em algum momento o petróleo volte a ser nosso.https://fbstatic-a.akamaihd.net/rsrc.php/v2/y4/r/-PAXP-deijE.gif