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domingo, 23 de dezembro de 2012
ESCÂNDALO BILIONÁRIO NA PETROBRÁS
terça-feira, 23 de outubro de 2012
APOCALYPSE LATER
APOCALYPSE
LATER
Por Aluizio Gomes
INTRÓITO
Aqueles que queriam apocalypse now,
terão que se contentar com apocalypse later. Refiro-me aos arautos incansáveis
da morte do capitalismo, que já estavam encomendando o caixão do coitado. Há
mais de 100 anos que esse pessoal alardeia o fim do capitalismo, mas o danado
ressurge das cinzas, como uma Fenix moderna. O capitalismo não é perfeito, na
prática, devido às imperfeições do próprio homem: cobiça,egoismo, falta de
visão, corrupção, ignorancia, etc.,mas, teoricamente, é um sistema que pode
funcionar a contento. Já o socialismo, que é sua antítese, tem defeitos de
nascença. Oriundo de sociedades primitivas, tribais,onde não há acumulação de
riqueza, foi apresentado como opção na sociedade complexa e organizada como a
nossa aos excessos da plutocracia, tanto aristocrata como burguesa.
Aí é que o bicho pega. É muito fácil ser
socialista numa tribo de índios: eles não tem nada mesmo, então dividem o pouco
que possuem, talvez só um roçado de mandioca. Se fossem privatizar a roça ia
ter briga inútil por coisa de pouco valor. O resto pegam sem pagar ICMS nem
IPI: palha, peixe, água,caça, etc. A maloca não paga aluguel nem IPTU.
Burocracia zero,não existe SUS, o pajé não receita drogas complicadas ou
patenteadas, um chá, uma reza e pronto. Os índios de Rondonia tem um nome para
a cassiterita, minério de estanho, que traduzindo, quer dizer “pedra que o
índio não come”.
Quando o homem começou a domesticar os
animais e as plantas, começou a acumulação de riqueza e logo apareceu um
“dono”, o proprietário das coisas. Esse dono, ou donos, se apressaram em
extinguir de vez o socialismo. Para o bem ou para ou mal, começou a propriedade
privada, que persiste até hoje e afloraram o defeitos intrínsecos do homem:
cobiça e inveja: que tem, quer mais, quem não tem, quer tomar. Um jeito
sofisticado de tomar é o socialismo, mas pessoas menos habilidosas no intelecto
pulam o muro e roubam mesmo. O socialismo não passa de um forma de tomar sem
ser processado pelo Código Penal. A terra, que a fonte primordial da riqueza
começou a ser valorizada, disputada a ferro e fogo: começaram as guerras e
conquistas, bem como formas jurídicas de gravar propriedades, direitos e
heranças. Lendo a história do Brasil, vemos que os portugueses queriam
diamante, ouro, prata, açúcar, madeira, etc, tudo que pudessem levar daqui, sem
se preocupar em civilizar a nova terra. Os outros europeus fizeram o mesmo em
outras partes do globo terrestre.
A RECUPERAÇÃO DE DETROIT
Na esteira da última crise veio abaixo a
indústria automobilística americana, vítima de seus próprios excessos, estava
obesa, trabalhando com custos excessivos, modelos ultrapassados, excesso de
produção, e um péssimo gerenciamento, gente míope estava no comando. A
intervenção federal não foi só financeira, mas exigiu uma adaptação da
indústria aos tempos atuais. Quando Barack Obama fez a intervenção, foi chamado
de socialista, por aqueles liberais que querem o governo fora dos negócios,
dizendo que governo só atrapalha. Mas foi uma intervenção inteligente, sem
nenhuma idéia socialista. Todo o gerenciamento foi modernizado, dezenas de
fábricas fechadas, e o que é mais importante, o sindicato dos metalúrgicos
aceitou o corte em uma série de benefícios sociais, que estava inviabilizando a
produção.As tres maiores indústrias, Ford, General Motors, e Chrysler, estão
agora dando lucro, com modelos mais modernos, produzidos a custos competitivos.
Enquanto isso,nas sua trincheiras, os
socialistas bradavam, afirmando ser o capitalismo defunto, terminal,
preconizando a volta do socialismo.
Negativo, mais uma vez o capitalismo se
reinventa, como tem feito há séculos, e prossegue pujante. Não precisamos de
socialistas, precisamos de gente criativa, o capitalismo vive da inovação, da
renovação, daquela idéia genial, sabe, que muda tudo, deixando os dinossauros
na poeira. Encerrando, afirmo:
OS SOCIALISTAS LADRAM, O CAPITALISMO
PASSA.
Recife,27/09/2008
Recife,27/09/2008
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
O DESCONFORTO DA NAÇÃO PETISTA
O
DESCONFORTO DA NAÇÃO PETISTA
Por
Elio Gaspari
Os
argumentos do desconforto de comissários, intelectuais e políticos da nação
petista diante das sentenças do Supremo Tribunal Federal os colocam na situação
do sujeito que usa livre arbítrio para acreditar que a rua Barata Ribeiro é uma transversal da
Avenida Atlântica. Pode acreditar nisso, mas nunca mais será capaz de achar um
endereço em Copacabana.
Oito
dos 11 ministros da Corte foram nomeados por Lula e Dilma Rousseff. Ao sustentar
que esses juízes formaram m tribunal de exceção, os companheiros deslustram o
mérito das indicações dos governantes petistas.
Salvo
os doutores Toffoli e Lewandowski, a corte teria cedido a uma pressão dos meios
de comunicação. Se essa influência fosse infalível, como explicar que essa
mesma corte, por unanimidade, reconheceu a constitucionalidade das cotas para
as vagas nas universidades públicas? Contra ela estava a unanimidade dos meios
de comunicação, ressalvada a autonomia assegurada a alguns articulistas.
Dois
condenados( José Dirceu e José Genoino) ergueram em suas defesas passados de
militância durante a ditadura.Tanto um como o outro defenderam projetos
políticos que transformariam o Brasil num Cubão (Dirceu), ou numa Albaniona (
Genoino). Felizmente, a luta de políticos como Ulysses Guimarães, Tancredo
Neves e Paulo Brossard trouxe esses militantes perseguidos para a convivência
democrática, e não o contrário. Se tivessem prevalecido as plataformas do PCdoB
ou do Molipo, Ulysses, Tancredo e Brossard teriam vida difícil.
A
teoria de conspiração contra guerrilheiros heroicos estimula construções
antidemocráticas de denúncia da Justiça
e da imprensa a serviço de uma elite. Nos anos 60, muita gente achou que a luta
contra a “democracia burguesa” passava pela radicalização e até pelos trabucos. Deu no
que deu. Ficaria tudo mais fácil se os companheiros entendessem que fizeram o
que não deviam e foram condenados. Endossaram a teoria da impunidade do caixa 2
eleitoral porque acharam que ela os protegeria.
O
melhor a fazer seria reerguer a bandeira abandonada da imoralidade. Assim
poderão batalhar pela condenação de mensaleiros de outros partidos e apresentar-se
aos eleitores com um projeto livre de capilés.
Publicado no Jornal do Commercio do dia
14/10/2012.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
COMO VENCER NA MARRA
Por João Villa
O que vi nas eleições 2012:
1. Maurício Rands sendo derrotado por 2 vezes nas prévias do PT, onde pretendia ser o nome do partido na disputa Majoritária de nossa cidade, tomando, em seguida, a decisão de "abandonar" a política;
2. @joao da costa
"conquistar" apoio político nas prévias através de cargos na
prefeitura;
3. @Eduardo Campos voltar-se contra o PT quando o partido tomou a decisão de não optar por Hands (indicação sua na disputa);
4. O PT inverter os papeis dos protagonistas na chapa formada por @joão paulo e Humberto Costa, deixando o nome principal no carona, quando deveria estar pilotando.
5. Eduardo Campos 40 aproveitar-se do momento de extrema fragilidade e confusão do PT e lançar um candidato aos moldes do nosso atual prefeito João da Costa. (desconhecido do povo, mas garatindo os seus interesses).
6. Raul Henry abrir mão de disputar a eleição em troca de favores até então "desconhecidos", surgindo logo em seguida com o apoio ao candidato do governador.
7. O senador Jarbas Vasconcelos vender sua alma àquele a quem sempre chamou de "coronel" e lhe foi inimigo político de toda sua vida pública.
8. @Geraldo Julio afirmar em debate que os 14 partidos de sua coligação o apoiaram sem nunca terem feito uma única exigência política. Foi apoio pela causa, pelo projeto que levava seu nome.
9. O surgimento de uma nova liderança política que combateu a máquina com coragem e com uma visão diferente da que se sustenta pela compra tanto de apoio político partidário quanto de voto.
10. Canditado (à prefeitura) e militantes serem presos, no dia da eleição, com R$ 1,5 milhões em notas de R$ 20,00 sendo solto imediatamente através de gentil pedido (R$) de fonte "desconhecida".
11. Canditado a Vereador gastando mais de R$ 1 milhão em capanha, mesmo ciente de que "apenas" receberá a simbólica quantia de R$ 720 a título de remuneração, divididas em suaves prestações de R$ 15 mil durante 48 meses.
12. Muito dinheiro público sendo gasto na campanha do candidato do governo.
13. O Imperador de Pernambuco demonstrar que política se ganhar com propostas (R$), com diálogo (R$) e com respeito ao povo (R$).
...
E por aí vai.
3. @Eduardo Campos voltar-se contra o PT quando o partido tomou a decisão de não optar por Hands (indicação sua na disputa);
4. O PT inverter os papeis dos protagonistas na chapa formada por @joão paulo e Humberto Costa, deixando o nome principal no carona, quando deveria estar pilotando.
5. Eduardo Campos 40 aproveitar-se do momento de extrema fragilidade e confusão do PT e lançar um candidato aos moldes do nosso atual prefeito João da Costa. (desconhecido do povo, mas garatindo os seus interesses).
6. Raul Henry abrir mão de disputar a eleição em troca de favores até então "desconhecidos", surgindo logo em seguida com o apoio ao candidato do governador.
7. O senador Jarbas Vasconcelos vender sua alma àquele a quem sempre chamou de "coronel" e lhe foi inimigo político de toda sua vida pública.
8. @Geraldo Julio afirmar em debate que os 14 partidos de sua coligação o apoiaram sem nunca terem feito uma única exigência política. Foi apoio pela causa, pelo projeto que levava seu nome.
9. O surgimento de uma nova liderança política que combateu a máquina com coragem e com uma visão diferente da que se sustenta pela compra tanto de apoio político partidário quanto de voto.
10. Canditado (à prefeitura) e militantes serem presos, no dia da eleição, com R$ 1,5 milhões em notas de R$ 20,00 sendo solto imediatamente através de gentil pedido (R$) de fonte "desconhecida".
11. Canditado a Vereador gastando mais de R$ 1 milhão em capanha, mesmo ciente de que "apenas" receberá a simbólica quantia de R$ 720 a título de remuneração, divididas em suaves prestações de R$ 15 mil durante 48 meses.
12. Muito dinheiro público sendo gasto na campanha do candidato do governo.
13. O Imperador de Pernambuco demonstrar que política se ganhar com propostas (R$), com diálogo (R$) e com respeito ao povo (R$).
...
E por aí vai.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
UM TIRO NO PÉ
Lula agora anuncia que vai impedir a prisão dos cúmplices mensaleiros.
Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Luiz Inácio Lula da Silva agora faz saber aos seus que está mexendo os pauzinhos para evitar que os mensaleiros condenados sejam presos. Fiquei cá a pensar com quais instrumentos opera esse mago, e não consegui ver nenhum que não seja uma interferência indevida, ilegal e subterrânea no Supremo. Como não dispõe de instrumentos institucionais para fazer essa pressão, de quais outros disporia? Quando tentou intimidar Gilmar Mendes, com uma chantagem sem lastro, deu-se mal. Teria ele condições de se dar bem com outros? Com quais armas?
Lula não se conforma com o fato de o Brasil ser uma República. Considera-se o quarto Poder — acima dos outros Três, claro! — e vai, assim, metendo os pés pelas mãos.
Fiquei sabendo de algo espantoso. O Apedeuta está bravo até com… Frei Betto! Sim, está em litígio afetivo com esse notável pensador, que, à guisa de imaginar o cruzamento entre o catolicismo e o comunismo, também delirou com uma transa (falo sério!) entre Santa Tereza D’Ávila e Che Guevara, o “Porco Fedorento”. E por que a zanga com Frei Betto? Porque foi o primeiro que lhe falou de um certo Joaquim Barbosa para o Supremo.
Lula não estava em busca de um ministro propriamente, mas de um elemento de propaganda. O fato de Barbosa ser negro se lhe afigurou mais importante do que o de ter credenciais, como tem, para assumir o posto. O Apedeuta esperava“fidelidade” daqueles que foram por ele indicados para o STF. E esperava ainda mais de Barbosa. No íntimo, deve achar que fez uma grande concessão.
Ou por outra: o Babalorixá de Banânia não indicou um negro por “zelo de justiça”,como escreveu Padre Vieira, mas por concupiscência politicamente correta. O próprio ministro percebeu isso e afirmou, certa feita, numa entrevista, que esperavam na corte um “negro submisso”. Indaguei, então, a quem estava se referindo; incitei-o a dar o nome desse sujeito indeterminado. Agora já sei.
A própria figura de Barbosa, já apontei aqui, passou por uma drástica mudança naquele submundo da Internet alimentado com dinheiro público. De herói, passou a vilão; de primeiro negro a chegar ao Supremo como evidência da superioridade moral do PT, passou a ser o “negão ingrato”, que cospe na mão de que lhe garantiu tão alta distinção. Sob o pretexto de combater o racismo, esperava-se um… negro submisso!!! Barbosa, convenha-se, está dando uma resposta e tanto à má consciência.
Já discordei muitas vezes do ministro — e o arquivo está aí para prová-lo. Mas nunca ataquei a sua altivez. Altivez que deve ter não porque negro (essa qualidade não tem cor), mas porque ministro do Supremo. Lula também está bravo com outros. Não julgava estar indicando ministros, mas vassalos; não escolhia nomes para a mais alta corte do país, mas procuradores de um projeto de poder. Por isso anda por aí dando murro na mesa, inconformado com a “ingratidão”.
Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Luiz Inácio Lula da Silva agora faz saber aos seus que está mexendo os pauzinhos para evitar que os mensaleiros condenados sejam presos. Fiquei cá a pensar com quais instrumentos opera esse mago, e não consegui ver nenhum que não seja uma interferência indevida, ilegal e subterrânea no Supremo. Como não dispõe de instrumentos institucionais para fazer essa pressão, de quais outros disporia? Quando tentou intimidar Gilmar Mendes, com uma chantagem sem lastro, deu-se mal. Teria ele condições de se dar bem com outros? Com quais armas?
Lula não se conforma com o fato de o Brasil ser uma República. Considera-se o quarto Poder — acima dos outros Três, claro! — e vai, assim, metendo os pés pelas mãos.
Fiquei sabendo de algo espantoso. O Apedeuta está bravo até com… Frei Betto! Sim, está em litígio afetivo com esse notável pensador, que, à guisa de imaginar o cruzamento entre o catolicismo e o comunismo, também delirou com uma transa (falo sério!) entre Santa Tereza D’Ávila e Che Guevara, o “Porco Fedorento”. E por que a zanga com Frei Betto? Porque foi o primeiro que lhe falou de um certo Joaquim Barbosa para o Supremo.
Lula não estava em busca de um ministro propriamente, mas de um elemento de propaganda. O fato de Barbosa ser negro se lhe afigurou mais importante do que o de ter credenciais, como tem, para assumir o posto. O Apedeuta esperava“fidelidade” daqueles que foram por ele indicados para o STF. E esperava ainda mais de Barbosa. No íntimo, deve achar que fez uma grande concessão.
Ou por outra: o Babalorixá de Banânia não indicou um negro por “zelo de justiça”,como escreveu Padre Vieira, mas por concupiscência politicamente correta. O próprio ministro percebeu isso e afirmou, certa feita, numa entrevista, que esperavam na corte um “negro submisso”. Indaguei, então, a quem estava se referindo; incitei-o a dar o nome desse sujeito indeterminado. Agora já sei.
A própria figura de Barbosa, já apontei aqui, passou por uma drástica mudança naquele submundo da Internet alimentado com dinheiro público. De herói, passou a vilão; de primeiro negro a chegar ao Supremo como evidência da superioridade moral do PT, passou a ser o “negão ingrato”, que cospe na mão de que lhe garantiu tão alta distinção. Sob o pretexto de combater o racismo, esperava-se um… negro submisso!!! Barbosa, convenha-se, está dando uma resposta e tanto à má consciência.
Já discordei muitas vezes do ministro — e o arquivo está aí para prová-lo. Mas nunca ataquei a sua altivez. Altivez que deve ter não porque negro (essa qualidade não tem cor), mas porque ministro do Supremo. Lula também está bravo com outros. Não julgava estar indicando ministros, mas vassalos; não escolhia nomes para a mais alta corte do país, mas procuradores de um projeto de poder. Por isso anda por aí dando murro na mesa, inconformado com a “ingratidão”.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
FALOU FERREIRA GULLAR
Ótimas observações do poeta Ferreira Gullar,
ex-militante do Partido Comunista Brasileiro, em entrevista nas páginas
amarelas na Veja.
"Não tenho dúvida nenhuma de que o socialismo acabou. Só alguns malucos insistem no contrário."
"A capacidade criativa do capitalismo é fundamental para a sociedade se desenvolver, para a solução das desigualdades, porque é só a produção de riqueza que resolve isto."
"Não tenho dúvida nenhuma de que o socialismo acabou. Só alguns malucos insistem no contrário."
"A capacidade criativa do capitalismo é fundamental para a sociedade se desenvolver, para a solução das desigualdades, porque é só a produção de riqueza que resolve isto."
domingo, 23 de setembro de 2012
CARTA À PRESIDENTE
Professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
PROFESSORA
DE 74 ANOS BATEU FORTE NA PRESIDENTE
O
TEXTO É LONGO, MAS TIRE 10 MINUTOS DO SEU PRECIOSO TEMPO E…. LEIA, VALE A PENA
Último
lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola. Corta a esmola que a pobreza
acaba, como dois mais dois são quatro.
Não
me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por
quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.
(Martha
de Freitas Azevedo Pannunzio)
O
texto é longo, mas vale a pena ser lido.
Observem
a origem de quem escreveu.
BRASIL
CARINHOSO
Bom
dia, dona Dilma!
Eu
também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das
Mães.
Como
cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes
descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede
pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei
preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.
Brincando
de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor,
senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de
controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da
república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam
banidas da História do Brasil.
Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
É
muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar
para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se
governa, no seu caso) irresponsavelmente.
Não
falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante
madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente
nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a
cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor,
pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior,
melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História
do Brasil.
Em
1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou
ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está
escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso,
ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais
pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais
perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das
bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro,
pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp.
Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco,
como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar
dúvida d e que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram,
com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se
transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de
qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação. Faculdades
capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da
moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política
do País. A Câmara Federal endoidou? O Senado endoidou? O STJ endoidou? O
ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente
lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora
disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma? Oi, por
favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
Uma
escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma
grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados,
orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De
ensino técnico, profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão
superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de
conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período
composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe
calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais. Em casa não
sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O
estudante e a estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para
mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste. Nossos meninos e jovens leem
(quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo,
dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o
assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por
opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus
professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe
disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.
Seu
presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse
apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do
seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze
horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA
DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os
governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT,
Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo
que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.
A
senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo
integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis
ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E
aulas objetivas, evidentemente. Com biblioteca, auditório e natação. Com um
jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado
dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis,
para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações
individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro,
virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na
Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá
ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado.
Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles
permanecem. Aqui a evasão é exorbitante. Educação custa caro? Depende do ponto
de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa. É investimento. E tem
que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente.
Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e
recolhe mais imposto para as burras dos governos. Vale à pena investir mais em
educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.
Antes
que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a
ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a
legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de
alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel,
Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa
cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS.
Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma
vaidade, apenas para a senhora saber com quem está falando.
Senhora
PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu
governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte
discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for
preciso. A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda
está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado. O planeta
terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma
agrária fajuta que vocês estão promovendo. Sou fazendeira e ao mesmo tempo
educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o
Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em
Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se
durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a
máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada. Outros usaram? E daí? A
senhora não é os outros. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro
para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de
aluguel, qualquer.
Se
conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo
vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as
mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da
classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido,
que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de
impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu
governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.
A
senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da
Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho
de carteira assinada, por medo de perder o benefício. Estou firmemente
convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar
o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita
social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar
nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita
incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira
dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por
todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até
mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando
prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às
drogas.
Quem
cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria
era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está
sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos,
de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos
meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos
a obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem
de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e desinteressada
de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor
do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para
depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma
coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, est a foi a escolha de vocês.
A
senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai.
Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento
industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me
dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra
este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz
nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola,
o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais. Esta
sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria
que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos
estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio
do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de
multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta
chamada de capital. Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende.
Não dói.
Ah,
antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE. Não sou impertinente nem
desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor,
corrija esta informação.
Se
eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou
nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou
alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente
fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde. O
contraditório é muito saudável.
Não
gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois
reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a
seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona
Dilma? Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento, no meu
conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em
quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola
pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor
dentro da sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino
profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.
Eu
podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção
escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de
algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes
políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da
massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e
profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos,
excluídos? Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo,
pagador de impostos. Esta é a jogada. Suja.
A
televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social. Neste momento
em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita,
protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto,
aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia
um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona
Dilma!
Pode
ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de
brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina
extraviada do governo petista.
Último
lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola. Corta a esmola que a pobreza
acaba, como dois mais dois são quatro.
Não
me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por
quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.
Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
ÊXODO NO PT
ÊXODO NO PT
(Copiado de um comentário no Facebook)
O que ex-petistas e petistas desiludidos dizem hoje a
respeito do partido e de Lula:
"O PT tem todo o direito de continuar existindo juridicamente, mas o partido que eu ajudei a construir já morreu. E só participo de debates sobre ressurreição e reencarnação no âmbito religioso."
Senadora Heloísa Helena (ex-petista, hoje no PSOL-AL)
"O PT tem todo o direito de continuar existindo juridicamente, mas o partido que eu ajudei a construir já morreu. E só participo de debates sobre ressurreição e reencarnação no âmbito religioso."
Senadora Heloísa Helena (ex-petista, hoje no PSOL-AL)
"Diante das denúncias, os
petistas optaram por uma saída jurídica,em detrimento de uma explicação
política. Isso só é possível para quem já decidiu abandonar a vida pública.
Esse comportamento reduziu as chances de sobrevivência do PT."
Deputado federal Fernando Gabeira (ex-PT, hoje no PV-RJ)
"O partido confundiu-se com o governo, tornou-se aparelho do Estado e acreditou que os fins justificavam os meios. Agora, só há salvação se os responsáveis por tudo isso forem punidos."
Deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP)
"O PT foi atingido de forma irremediável. Do ponto de vista do patrimônio da lisura e da ética, acabou jogado na vala comum. E essa situação é irrecuperável."
Deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ)
"O PT levará, no mínimo, dez anos para se recuperar. Nos anos 90, elegeu a ética como razão de existir, mas a ética deve ser intrínseca ao partido, e não uma causa."
Senador Cristovam Buarque (PT-DF)
"O PT errou: afastou a militância, pôs burocratas no governo e se entregou às vontades de Lula. E que vontades eram essas? Apenas a do poder pelo poder. Agora acabou. O castelo de areia ruiu."
Economista e ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, expulso do PT em 1997
"O PT cometeu o pecado original. Comemos a maçã proibida, o fruto da ambição. Foram muitas mentiras. E o pior é que o PT só está querendo achar culpados individuais. Não quer assumir o grande equívoco que cometeu com a nação."
Deputado federal Paulo Delgado (PT-MG)
"Lula sempre compartilhou da intimidade do grupo e foi o principal beneficiário de suas ações. Garante, porém, que nada sabia. Respeito quem acredita nisso, assim como respeito quem acredita em duendes."
Ex-dirigente petista César Benjamin, em artigo para aFolha de S.Paulo
Hélio Bicudo, petista há 25 anos: "É impossível que Lula não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos"
O jurista Hélio Bicudo, de 83 anos, tem uma longa militância em favor dos direitos humanos, na qual se destaca o combate à ação do Esquadrão da Morte paulista, no fim dos anos 60. Relutou muito antes de decidir manifestar sua opinião sobre o governo Lula e o PT, ao qual é filiado há 25 anos. Decidiu falar incentivado pela família e por alguns amigos, inclusive da base petista. "Não posso admitir que dentro da história que venho construindo, muitas vezes penosamente, eu possa ser considerado partícipe do que está acontecendo", disse Bicudo à editora de VEJA Lucila Soares, a quem concedeu a seguinte entrevista.
O SENHOR ACREDITA QUE O PRESIDENTE LULA SABIA DOS FATOS QUE ESTÃO VINDO A PÚBLICO?
Lula é um homem centralizador. Sempre foi presidente de fato do partido. É impossível que ele não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos e quem era o responsável. Não é porque o sujeito é candidato a presidente que não precisa saber de dinheiro. Pelo contrário. É aí que começa a corrupção.
POR QUE O PRESIDENTE NÃO TOMOU NENHUMA ATITUDE PARA IMPEDIR QUE A SITUAÇÃO CHEGASSE AONDE CHEGOU?
Ele é mestre em esconder a sujeira embaixo do tapete. Sempre agiu dessa forma. Seu pronunciamento de sexta-feira confirma. Lula manteve a postura de que não faz parte disso e não abre espaço para uma discussão pública.
HÁ OUTROS EXEMPLOS DESSA CARACTERÍSTICA?
Há um muito claro. Em 1997, presidi uma comissão de sindicância do PT para apurar denúncias contra o empresário Roberto Teixeira, que estava usando o nome de Lula para obter contratos de prefeituras em São Paulo. A responsabilidade dele ficou claríssima. Foi pedida a instalação de uma comissão de ética, e isso foi deixado de lado por determinação de Lula, porque o Roberto Teixeira é compadre dele. O único punido foi o Paulo de Tarso Venceslau, autor da denúncia. Ainda que não existisse necessariamente um crime, havia um problema sério, ético, político, que tinha de ter sido discutido e não foi. Essas coisas todas vão se acumulando e, no final, acontece o que se vê hoje.
ESSES MESMOS SINAIS ESTÃO PRESENTES NO ASSASSINATO DO PREFEITO DE SANTO ANDRÉ, CELSO DANIEL?
A história de Santo André ainda não está clara. Houve uma intervenção do próprio partido para caracterizar o crime como crime comum, do que eu discordo. Houve a eliminação do Celso, ou porque ele não concordava com a corrupção ou porque ele quis interromper o processo num determinado ponto.
O SENHOR FOI VICE-PREFEITO DE MARTA SUPLICY. COMO FOI PARTICIPAR DE UM GOVERNO PETISTA?
O que me realizou na prefeitura foi constituir a Comissão de Direitos Humanos do município. Fora isso, tudo passou ao largo do meu gabinete, por opção de Marta. E, em dezembro de 2004, já no fim do governo, quando assumi interinamente a prefeitura e houve uma chuva muito forte, com graves prejuízos à população, pude verificar que os serviços públicos estavam totalmente omissos. Convoquei uma reunião do secretariado e apareceram dois ou três. Para mim foi uma experiência extremamente negativa.
EM QUE MOMENTO O SENHOR COMEÇOU A PERCEBER QUE O PARTIDO ESTAVA NO CAMINHO ERRADO?
Quando a direção passou a tomar a frente das campanhas políticas. No início a militância era a grande força eleitoral. Isso foi mudando na medida em que o partido começou a abandonar os princípios éticos. A partir da campanha eleitoral de 1998, instalou-se definitivamente a política de atingir o poder a qualquer preço.
O PRESIDENTE LULA TAMBÉM QUERIA CHEGAR AO PODER A QUALQUER PREÇO?
Sim. Mas ele quer a representatividade, sem o ônus do poder. Ele dividiu o governo como se estivéssemos num sistema parlamentarista. É o chefe do Estado, mas não do governo. Nisso há, aliás, uma clara violação da Constituição, que é presidencialista. A conseqüência foi o aparelhamento do Estado, um governo sem projeto e essa tática de alcançar resultados pela corrupção do Congresso Nacional.
O EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU ERA O PRINCIPAL NOME DESSE GRUPO A QUEM LULA DELEGOU O PODER. QUAL SUA AVALIAÇÃO SOBRE ELE?
Dirceu é um trator. Ele é um homem que luta, sem restrição a meios, pelo poder. Está impregnado desse objetivo. Ele é o melhor representante de um grupo que aspirava ao poder pelo poder, não para fazer as reformas que sempre defendemos. O PT chegou ao governo sem projeto. Se Lula quisesse transformar o sonho petista em realidade, poderia ter se cercado de gente que o ajudaria nisso. Pessoas como Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Fábio Konder Comparato, Maria Victoria Benevides, Paulo Nogueira Batista Junior trabalharam no programa e foram depois pura e simplesmente deixadas de lado. Foi uma escolha. Que continua. Em vez de buscar as pessoas autênticas, que comungam do ideal que acho que ainda é dele também, Lula se reúne com o Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela). Para quê?
O SENHOR TAMBÉM SE CONSIDERA DEIXADO DE LADO?
Eu entrei no PT porque achei que devia entrar, ajudei o Lula em vários momentos porque achei que devia ajudar e nunca pedi nada em troca. Ele é que, espontaneamente, me disse que eu assumiria uma posição. Um dia, o ministro Celso Amorim mandou seu chefe-de-gabinete me oferecer um lugar de conselheiro da Unesco. Eu pedi que me explicasse o que representava exatamente essa posição. A resposta foi: "É formidável. Três viagens por ano a Paris". Ou seja, estavam me oferecendo uma mordomia. Eu não aceitei.
EM ALGUM OUTRO MOMENTO O SENHOR FOI CHAMADO A COLABORAR COM O GOVERNO?
Sim. O então presidente do PT, José Genoíno, me pediu ajuda para convencer meus amigos deputados federais do PT a retirar seu apoio à formação da CPI dos Correios.
EXISTEM ELEMENTOS PARA QUE SE PEÇA O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE?
Os fatos podem vir a caracterizar crime de responsabilidade e, portanto, motivar um pedido de impeachment. Mas eu gostaria de lembrar que as primeiras pessoas que pediram o impeachment de Fernando Collor foram o Lula e eu. O pedido foi engavetado. Só quando houve pressão popular é que se concretizou um processo. Se você não tem apoio popular, isso cai numa discussão de juristas que não leva a nada, a não ser ao prejuízo da democracia.
COMO O SENHOR VÊ O FUTURO DO PT?
Depende muito de como esse processo vai prosseguir. Se continuarmos com uma direção chapa-branca, não vamos chegar a lugar algum – a não ser no "desfazimento" de um partido que poderia ter chegado ao poder para realizar as reformas necessárias, mas só conseguiu promover um grande isolamento do Lula.
Deputado federal Fernando Gabeira (ex-PT, hoje no PV-RJ)
"O partido confundiu-se com o governo, tornou-se aparelho do Estado e acreditou que os fins justificavam os meios. Agora, só há salvação se os responsáveis por tudo isso forem punidos."
Deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP)
"O PT foi atingido de forma irremediável. Do ponto de vista do patrimônio da lisura e da ética, acabou jogado na vala comum. E essa situação é irrecuperável."
Deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ)
"O PT levará, no mínimo, dez anos para se recuperar. Nos anos 90, elegeu a ética como razão de existir, mas a ética deve ser intrínseca ao partido, e não uma causa."
Senador Cristovam Buarque (PT-DF)
"O PT errou: afastou a militância, pôs burocratas no governo e se entregou às vontades de Lula. E que vontades eram essas? Apenas a do poder pelo poder. Agora acabou. O castelo de areia ruiu."
Economista e ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, expulso do PT em 1997
"O PT cometeu o pecado original. Comemos a maçã proibida, o fruto da ambição. Foram muitas mentiras. E o pior é que o PT só está querendo achar culpados individuais. Não quer assumir o grande equívoco que cometeu com a nação."
Deputado federal Paulo Delgado (PT-MG)
"Lula sempre compartilhou da intimidade do grupo e foi o principal beneficiário de suas ações. Garante, porém, que nada sabia. Respeito quem acredita nisso, assim como respeito quem acredita em duendes."
Ex-dirigente petista César Benjamin, em artigo para aFolha de S.Paulo
Hélio Bicudo, petista há 25 anos: "É impossível que Lula não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos"
O jurista Hélio Bicudo, de 83 anos, tem uma longa militância em favor dos direitos humanos, na qual se destaca o combate à ação do Esquadrão da Morte paulista, no fim dos anos 60. Relutou muito antes de decidir manifestar sua opinião sobre o governo Lula e o PT, ao qual é filiado há 25 anos. Decidiu falar incentivado pela família e por alguns amigos, inclusive da base petista. "Não posso admitir que dentro da história que venho construindo, muitas vezes penosamente, eu possa ser considerado partícipe do que está acontecendo", disse Bicudo à editora de VEJA Lucila Soares, a quem concedeu a seguinte entrevista.
O SENHOR ACREDITA QUE O PRESIDENTE LULA SABIA DOS FATOS QUE ESTÃO VINDO A PÚBLICO?
Lula é um homem centralizador. Sempre foi presidente de fato do partido. É impossível que ele não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos e quem era o responsável. Não é porque o sujeito é candidato a presidente que não precisa saber de dinheiro. Pelo contrário. É aí que começa a corrupção.
POR QUE O PRESIDENTE NÃO TOMOU NENHUMA ATITUDE PARA IMPEDIR QUE A SITUAÇÃO CHEGASSE AONDE CHEGOU?
Ele é mestre em esconder a sujeira embaixo do tapete. Sempre agiu dessa forma. Seu pronunciamento de sexta-feira confirma. Lula manteve a postura de que não faz parte disso e não abre espaço para uma discussão pública.
HÁ OUTROS EXEMPLOS DESSA CARACTERÍSTICA?
Há um muito claro. Em 1997, presidi uma comissão de sindicância do PT para apurar denúncias contra o empresário Roberto Teixeira, que estava usando o nome de Lula para obter contratos de prefeituras em São Paulo. A responsabilidade dele ficou claríssima. Foi pedida a instalação de uma comissão de ética, e isso foi deixado de lado por determinação de Lula, porque o Roberto Teixeira é compadre dele. O único punido foi o Paulo de Tarso Venceslau, autor da denúncia. Ainda que não existisse necessariamente um crime, havia um problema sério, ético, político, que tinha de ter sido discutido e não foi. Essas coisas todas vão se acumulando e, no final, acontece o que se vê hoje.
ESSES MESMOS SINAIS ESTÃO PRESENTES NO ASSASSINATO DO PREFEITO DE SANTO ANDRÉ, CELSO DANIEL?
A história de Santo André ainda não está clara. Houve uma intervenção do próprio partido para caracterizar o crime como crime comum, do que eu discordo. Houve a eliminação do Celso, ou porque ele não concordava com a corrupção ou porque ele quis interromper o processo num determinado ponto.
O SENHOR FOI VICE-PREFEITO DE MARTA SUPLICY. COMO FOI PARTICIPAR DE UM GOVERNO PETISTA?
O que me realizou na prefeitura foi constituir a Comissão de Direitos Humanos do município. Fora isso, tudo passou ao largo do meu gabinete, por opção de Marta. E, em dezembro de 2004, já no fim do governo, quando assumi interinamente a prefeitura e houve uma chuva muito forte, com graves prejuízos à população, pude verificar que os serviços públicos estavam totalmente omissos. Convoquei uma reunião do secretariado e apareceram dois ou três. Para mim foi uma experiência extremamente negativa.
EM QUE MOMENTO O SENHOR COMEÇOU A PERCEBER QUE O PARTIDO ESTAVA NO CAMINHO ERRADO?
Quando a direção passou a tomar a frente das campanhas políticas. No início a militância era a grande força eleitoral. Isso foi mudando na medida em que o partido começou a abandonar os princípios éticos. A partir da campanha eleitoral de 1998, instalou-se definitivamente a política de atingir o poder a qualquer preço.
O PRESIDENTE LULA TAMBÉM QUERIA CHEGAR AO PODER A QUALQUER PREÇO?
Sim. Mas ele quer a representatividade, sem o ônus do poder. Ele dividiu o governo como se estivéssemos num sistema parlamentarista. É o chefe do Estado, mas não do governo. Nisso há, aliás, uma clara violação da Constituição, que é presidencialista. A conseqüência foi o aparelhamento do Estado, um governo sem projeto e essa tática de alcançar resultados pela corrupção do Congresso Nacional.
O EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU ERA O PRINCIPAL NOME DESSE GRUPO A QUEM LULA DELEGOU O PODER. QUAL SUA AVALIAÇÃO SOBRE ELE?
Dirceu é um trator. Ele é um homem que luta, sem restrição a meios, pelo poder. Está impregnado desse objetivo. Ele é o melhor representante de um grupo que aspirava ao poder pelo poder, não para fazer as reformas que sempre defendemos. O PT chegou ao governo sem projeto. Se Lula quisesse transformar o sonho petista em realidade, poderia ter se cercado de gente que o ajudaria nisso. Pessoas como Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Fábio Konder Comparato, Maria Victoria Benevides, Paulo Nogueira Batista Junior trabalharam no programa e foram depois pura e simplesmente deixadas de lado. Foi uma escolha. Que continua. Em vez de buscar as pessoas autênticas, que comungam do ideal que acho que ainda é dele também, Lula se reúne com o Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela). Para quê?
O SENHOR TAMBÉM SE CONSIDERA DEIXADO DE LADO?
Eu entrei no PT porque achei que devia entrar, ajudei o Lula em vários momentos porque achei que devia ajudar e nunca pedi nada em troca. Ele é que, espontaneamente, me disse que eu assumiria uma posição. Um dia, o ministro Celso Amorim mandou seu chefe-de-gabinete me oferecer um lugar de conselheiro da Unesco. Eu pedi que me explicasse o que representava exatamente essa posição. A resposta foi: "É formidável. Três viagens por ano a Paris". Ou seja, estavam me oferecendo uma mordomia. Eu não aceitei.
EM ALGUM OUTRO MOMENTO O SENHOR FOI CHAMADO A COLABORAR COM O GOVERNO?
Sim. O então presidente do PT, José Genoíno, me pediu ajuda para convencer meus amigos deputados federais do PT a retirar seu apoio à formação da CPI dos Correios.
EXISTEM ELEMENTOS PARA QUE SE PEÇA O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE?
Os fatos podem vir a caracterizar crime de responsabilidade e, portanto, motivar um pedido de impeachment. Mas eu gostaria de lembrar que as primeiras pessoas que pediram o impeachment de Fernando Collor foram o Lula e eu. O pedido foi engavetado. Só quando houve pressão popular é que se concretizou um processo. Se você não tem apoio popular, isso cai numa discussão de juristas que não leva a nada, a não ser ao prejuízo da democracia.
COMO O SENHOR VÊ O FUTURO DO PT?
Depende muito de como esse processo vai prosseguir. Se continuarmos com uma direção chapa-branca, não vamos chegar a lugar algum – a não ser no "desfazimento" de um partido que poderia ter chegado ao poder para realizar as reformas necessárias, mas só conseguiu promover um grande isolamento do Lula.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
STÁLIN NÃO MORREU
STÁLIN NÃO MORREU
Por Clóvis Rossi
Publicado na Folha de São Paulo, em 07/03/2009
Está em cartaz no museu do stalinismo que um dia se chamou Cuba um
velho clássico desse tipo de instituições: o expurgo e seu cortejo.
As vítimas da vez são velhos comunistas de carteirinha, como Carlos
Laje, 20 anos de fidelidade ao castrismo, e Felipe Pérez Roque, dez anos como o
responsável pelas relações externas do museu.
Parece inacreditável que, 56 anos após a morte de Joseph Stálin e 53
anos depois que até seus sucessores- e, pouco antes, seus cúmplices-
reconheceram seus crimes, esse espírito nefando ainda sobreviva.
É ainda inacreditável que pessoas que se acham de esquerda continuem a
lhe dar aval nem que seja pela cumplicidade do silêncio.
Ser de esquerda, na teoria, era ser acima de tudo libertário.Na vida
real, regimes como o cubano e antes dele o soviético se tornaram liberticidas.
Talvez pela cumplicidade do silêncio, o stalinismo ganha adeptos no
próprio Caribe, adeptos que gozam o mesmo beneplácito.
Refiro-me especificamente à Nicarágua de Daniel Ortega, que, de volta
ao poder, aliou-se com a pior espécie política, a da corrupção mais
desavergonhada, mas, porque critica o "imperialismo" norte-americano,
é tratado como gente fina.
A esquerda ignora a vil perseguição que Ortega move a um
revolucionário, este sim autêntico, goste-se ou não da revolução que ele
encarnou, de nome Ernesto Cardenal, poeta e sacerdote, ministro da cultura do
sandinismo em seguida à vitória contra o clã Somoza.
Em recente entrevista ao jornal espanhol "El País", Cardenal
disse algo que, em boa medida, vale também para Cuba:
"Alí, (na Nicarágua), não há nada de esquerda, nada de revolução,
nada de sandinismo.O que há é nada mais do que corrupção e ditadura. Uma
ditadura fascista, familiar, de Daniel Ortega, sua mulher e seus filhos".
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
DISCURSO DE BILL CLINTON
DISCURSO DE BILL CLINTON EM CHARLOTTE,CAROLINA DO
NORTE, NA CONVENÇÃO DO PARTIDO DEMOCRATA, 2012
We're here to nominate a
President, and I've got one in mind.
I want to nominate a man
whose own life has known its fair share of adversity and uncertainty. A man who
ran for President to change the course of an already weak economy and then just
six weeks before the election, saw it suffer the biggest collapse since the
Great Depression. A man who stopped the slide into depression and put us on the
long road to recovery, knowing all the while that no matter how many jobs were
created and saved, there were still millions more waiting, trying to feed their
children and keep their hopes alive.
I want to nominate a man
cool on the outside but burning for America on the inside. A man who believes
we can build a new American Dream economy driven by innovation and creativity,
education and cooperation. A man who had the good sense to marry Michelle
Obama.
I want Barack Obama to be
the next President of the United States and I proudly nominate him as the
standard bearer of the Democratic Party.
In Tampa, we heard a lot of
talk about how the President and the Democrats don't believe in free enterprise
and individual initiative, how we want everyone to be dependent on the
government, how bad we are for the economy.
The Republican narrative is
that all of us who amount to anything are completely self-made. One of our
greatest Democratic Chairmen, Bob Strauss, used to say that every politician
wants you to believe he was born in a log cabin he built himself, but it ain't
so.
We Democrats think the
country works better with a strong middle class, real opportunities for poor
people to work their way into it and a relentless focus on the future, with
business and government working together to promote growth and broadly shared
prosperity. We think "we're all in this together" is a better
philosophy than "you're on your own."
Who's right? Well since
1961, the Republicans have held the White House 28 years, the Democrats 24. In
those 52 years, our economy produced 66 million private sector jobs. What's the
jobs score? Republicans 24 million, Democrats 42 million!
It turns out that advancing
equal opportunity and economic empowerment is both morally right and good
economics, because discrimination, poverty and ignorance restrict growth, while
investments in education, infrastructure and scientific and technological
research increase it, creating more good jobs and new wealth for all of us.
Though I often disagree
with Republicans, I never learned to hate them the way the far right that now
controls their party seems to hate President Obama and the Democrats. After
all, President Eisenhower sent federal troops to my home state to integrate
Little Rock Central High and built the interstate highway system. And as
governor, I worked with President Reagan on welfare reform and with President
George H.W. Bush on national education goals.
I am grateful to President
George W. Bush for PEPFAR, which is saving the lives of millions of people in
poor countries and to both Presidents Bush for the work we've done together
after the South Asia tsunami, Hurricane Katrina and the Haitian earthquake.
Through my foundation, in
America and around the world, I work with Democrats, Republicans and
Independents who are focused on solving problems and seizing opportunities, not
fighting each other.
When times are tough,
constant conflict may be good politics but in the real world, cooperation works
better. After all, nobody's right all the time, and a broken clock is right
twice a day. All of us are destined to live our lives between those two
extremes. Unfortunately, the faction that now dominates the Republican Party
doesn't see it that way. They think government is the enemy, and compromise is
weakness.
One of the main reasons
America should re-elect President Obama is that he is still committed to
cooperation. He appointed Republican Secretaries of Defense, the Army and
Transportation. He appointed a Vice President who ran against him in 2008, and
trusted him to oversee the successful end of the war in Iraq and the
implementation of the recovery act. And Joe Biden did a great job with both. He
appointed Cabinet members who supported Hillary in the primaries. Heck, he even
appointed Hillary! I'm so proud of her and grateful to our entire national
security team for all they've done to make us safer and stronger and to build a
world with more partners and fewer enemies. I'm also grateful to the young men
and women who serve our country in the military and to Michelle Obama and Jill
Biden for supporting military families when their loved ones are overseas and
for helping our veterans, when they come home bearing the wounds of war, or
needing help with education, housing, and jobs.
President Obama's record on
national security is a tribute to his strength, and judgment, and to his
preference for inclusion and partnership over partisanship.
He also tried to work with
Congressional Republicans on Health Care, debt reduction, and jobs, but that
didn't work out so well. Probably because, as the Senate Republican leader, in
a remarkable moment of candor, said two years before the election, their number
one priority was not to put America back to work, but to put President Obama
out of work. Senator, I hate to break it to you, but we're going to keep
President Obama on the job!
In Tampa, the Republican
argument against the President's re-election was pretty simple: we left him a
total mess, he hasn't cleaned it up fast enough, so fire him and put us back
in.
In order to look like an
acceptable alternative to President Obama, they couldn't say much about the
ideas they have offered over the last two years. You see they want to go back
to the same old policies that got us into trouble in the first place: to cut
taxes for high income Americans even more than President Bush did; to get rid
of those pesky financial regulations designed to prevent another crash and
prohibit future bailouts; to increase defense spending two trillion dollars
more than the Pentagon has requested without saying what they'll spend the
money on; to make enormous cuts in the rest of the budget, especially programs
that help the middle class and poor kids. As another President once said –
there they go again.
I like the argument for
President Obama's re-election a lot better. He inherited a deeply damaged
economy, put a floor under the crash, began the long hard road to recovery, and
laid the foundation for a modern, more well-balanced economy that will produce
millions of good new jobs, vibrant new businesses, and lots of new wealth for
the innovators. Are we where we want to be? No. Is the President satisfied? No.
Are we better off than we were when he took office, with an economy in free
fall, losing 750,000 jobs a month. The answer is YES.
I understand the challenge
we face. I know many Americans are still angry and frustrated with the economy.
Though employment is growing, banks are beginning to lend and even housing
prices are picking up a bit, too many people don't feel it.
I experienced the same
thing in 1994 and early 1995. Our policies were working and the economy was
growing but most people didn't feel it yet. By 1996, the economy was roaring,
halfway through the longest peacetime expansion in American history.
President Obama started
with a much weaker economy than I did. No President – not me or any of my
predecessors could have repaired all the damage in just four years. But
conditions are improving and if you'll renew the President's contract you will
feel it.
I believe that with all my
heart.
President Obama's approach
embodies the values, the ideas, and the direction America must take to build a
21st century version of the American Dream in a nation of shared opportunities,
shared prosperity and shared responsibilities.
So back to the story. In
2010, as the President's recovery program kicked in, the job losses stopped and
things began to turn around.
The Recovery Act saved and
created millions of jobs and cut taxes for 95% of the American people. In the
last 29 months the economy has produced about 4.5 million private sector jobs.
But last year, the Republicans blocked the President's jobs plan costing the
economy more than a million new jobs. So here's another jobs score: President
Obama plus 4.5 million, Congressional Republicans zero.
Over that same period, more
than more than 500,000 manufacturing jobs have been created under President
Obama – the first time manufacturing jobs have increased since the 1990s.
The auto industry
restructuring worked. It saved more than a million jobs, not just at GM,
Chrysler and their dealerships, but in auto parts manufacturing all over the
country. That's why even auto-makers that weren't part of the deal supported
it. They needed to save the suppliers too. Like I said, we're all in this
together.
Now there are 250,000 more
people working in the auto industry than the day the companies were
restructured. Governor Romney opposed the plan to save GM and Chrysler. So
here's another jobs score: Obama two hundred and fifty thousand, Romney, zero.
The agreement the
administration made with management, labor and environmental groups to double
car mileage over the next few years is another good deal: it will cut your gas
bill in half, make us more energy independent, cut greenhouse gas emissions, and
add another 500,000 good jobs.
President Obama's "all
of the above" energy plan is helping too – the boom in oil and gas
production combined with greater energy efficiency has driven oil imports to a
near 20 year low and natural gas production to an all time high. Renewable
energy production has also doubled.
We do need more new jobs,
lots of them, but there are already more than three million jobs open and
unfilled in America today, mostly because the applicants don't have the
required skills. We have to prepare more Americans for the new jobs that are
being created in a world fueled by new technology. That's why investments in
our people are more important than ever. The President has supported community
colleges and employers in working together to train people for open jobs in
their communities. And, after a decade in which exploding college costs have
increased the drop-out rate so much that we've fallen to 16th in the world in
the percentage of our young adults with college degrees, his student loan reform
lowers the cost of federal student loans and even more important, gives
students the right to repay the loans as a fixed percentage of their incomes
for up to 20 years. That means no one will have to drop-out of college for fear
they can't repay their debt, and no one will have to turn down a job, as a
teacher, a police officer or a small town doctor because it doesn't pay enough
to make the debt payments. This will change the future for young Americans.
I know we're better off
because President Obama made these decisions.
That brings me to health
care.
The Republicans call it
Obamacare and say it's a government takeover of health care that they'll
repeal. Are they right? Let's look at what's happened so far. Individuals and
businesses have secured more than a billion dollars in refunds from their
insurance premiums because the new law requires 80% to 85% of your premiums to
be spent on health care, not profits or promotion. Other insurance companies
have lowered their rates to meet the requirement. More than 3 million young
people between 19 and 25 are insured for the first time because their parents
can now carry them on family policies. Millions of seniors are receiving
preventive care including breast cancer screenings and tests for heart
problems. Soon the insurance companies, not the government, will have millions
of new customers many of them middle class people with pre-existing conditions.
And for the last two years, health care spending has grown under 4%, for the
first time in 50 years.
So are we all better off
because President Obama fought for it and passed it? You bet we are.
There were two other
attacks on the President in Tampa that deserve an answer. Both Governor Romney
and Congressman Ryan attacked the President for allegedly robbing Medicare of
716 billion dollars. Here's what really happened. There were no cuts to
benefits. None. What the President did was save money by cutting unwarranted
subsidies to providers and insurance companies that weren't making people any
healthier. He used the saving to close the donut hole in the Medicare drug
program, and to add eight years to the life of the Medicare Trust Fund. It's
now solvent until 2024. So President Obama and the Democrats didn't weaken
Medicare, they strengthened it.
When Congressman Ryan
looked into the TV camera and attacked President Obama's "biggest coldest
power play" in raiding Medicare, I didn't know whether to laugh or cry.
You see, that 716 billion dollars is exactly the same amount of Medicare
savings Congressman Ryan had in his own budget.
At least on this one,
Governor Romney's been consistent. He wants to repeal the savings and give the
money back to the insurance companies, re-open the donut hole and force seniors
to pay more for drugs, and reduce the life of the Medicare Trust Fund by eight
years. So now if he's elected and does what he promised Medicare will go broke
by 2016. If that happens, you won't have to wait until their voucher program to
begins in 2023 to see the end Medicare as we know it.
But it gets worse. They also
want to block grant Medicaid and cut it by a third over the coming decade. Of
course, that will hurt poor kids, but that's not all. Almost two-thirds of
Medicaid is spent on nursing home care for seniors and on people with
disabilities, including kids from middle class families, with special needs
like, Downs syndrome or Autism. I don't know how those families are going to
deal with it. We can't let it happen.
Now let's look at the
Republican charge that President Obama wants to weaken the work requirements in
the welfare reform bill I signed that moved millions of people from welfare to
work.
Here's what happened. When
some Republican governors asked to try new ways to put people on welfare back
to work, the Obama Administration said they would only do it if they had a
credible plan to increase employment by 20%. You hear that? More work. So the
claim that President Obama weakened welfare reform's work requirement is just
not true. But they keep running ads on it. As their campaign pollster said
"we're not going to let our campaign be dictated by fact checkers."
Now that is true. I couldn't have said it better myself – I just hope you
remember that every time you see the ad.
Let's talk about the debt.
We have to deal with it or it will deal with us. President Obama has offered a
plan with 4 trillion dollars in debt reduction over a decade, with two and a
half dollars of spending reductions for every one dollar of revenue increases,
and tight controls on future spending. It's the kind of balanced approach proposed
by the bipartisan Simpson-Bowles commission.
I think the President's
plan is better than the Romney plan, because the Romney plan fails the first
test of fiscal responsibility: The numbers don't add up.
It's supposed to be a debt
reduction plan but it begins with five trillion dollars in tax cuts over a
ten-year period. That makes the debt hole bigger before they even start to dig
out. They say they'll make it up by eliminating loopholes in the tax code. When
you ask "which loopholes and how much?," they say "See me after
the election on that." People ask me all the time how we delivered four
surplus budgets. What new ideas did we bring? I always give a one-word answer:
arithmetic. If they stay with a 5 trillion dollar tax cut in a debt reduction
plan – the – arithmetic tells us that one of three things will happen: 1)
they'll have to eliminate so many deductions like the ones for home mortgages
and charitable giving that middle class families will see their tax bill go up
two thousand dollars year while people making over 3 million dollars a year get
will still get a 250,000 dollar tax cut; or 2) they'll have to cut so much
spending that they'll obliterate the budget for our national parks, for
ensuring clean air, clean water, safe food, safe air travel; or they'll cut way
back on Pell Grants, college loans, early childhood education and other
programs that help middle class families and poor children, not to mention
cutting investments in roads, bridges, science, technology and medical
research; or 3) they'll do what they've been doing for thirty plus years now –
cut taxes more than they cut spending, explode the debt, and weaken the
economy. Remember, Republican economic policies quadrupled the debt before I
took office and doubled it after I left. We simply can't afford to double-down
on trickle-down.
President Obama's plan cuts
the debt, honors our values, and brightens the future for our children, our
families and our nation.
My fellow Americans, you
have to decide what kind of country you want to live in. If you want a you're
on your own, winner take all society you should support the Republican ticket.
If you want a country of shared opportunities and shared responsibilities – a
"we're all in it together" society, you should vote for Barack Obama
and Joe Biden. If you want every American to vote and you think its wrong to
change voting procedures just to reduce the turnout of younger, poorer,
minority and disabled voters, you should support Barack Obama. If you think the
President was right to open the doors of American opportunity to young
immigrants brought here as children who want to go to college or serve in the
military, you should vote for Barack Obama. If you want a future of shared
prosperity, where the middle class is growing and poverty is declining, where
the American Dream is alive and well, and where the United States remains the
leading force for peace and prosperity in a highly competitive world, you
should vote for Barack Obama. I love our country – and I know we're coming
back. For more than 200 years, through every crisis, we've always come out
stronger than we went in. And we will again as long as we do it together. We
champion the cause for which our founders pledged their lives, their fortunes,
their sacred honor – to form a more perfect union.
If that's what you believe,
if that's what you want, we have to re-elect President Barack Obama.
God Bless You – God Bless
America.
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