sábado, 5 de abril de 2014

DESASTRE AMBIENTAL

SALVEM AS ABELHAS


Por Avaaz

Neste momento, bilhões de abelhas estão morrendo. Já não existem mais abelhas na Europa em número suficiente para polinizar nossas plantações. E, na Califórnia, o maior estado produtor de alimentos dos EUA, apicultores estão perdendo 40% da população de abelhas a cada ano. Estamos em meio a um desastre ambiental que ameaça a todos. Isto porque, sem a polinização pelas abelhas, a maioria das plantas e ⅓ da produção de alimentos deixará de existir. 
Especialistas em todos os cantos do mundo estão denunciando os pesticidas tóxicos para as abelhas, e afirmam que estamos usando muito mais pesticidas do que precisamos em nossas plantações. No entanto, da mesma forma como agem as empresas de petróleo quanto às mudanças climáticas, a indústria de agrotóxicos, que produz e vende os pesticidas, está se valendo de estudos fraudulentos para questionar as evidências, dando aos políticos a desculpa que precisam para adiar ações necessárias. 

Estudos científicos custam caro. A Avaaz talvez seja o único modelo de financiamento colaborativo capaz de arrecadar recursos suficientes para financiar o primeiro estudo global, popular e totalmente independente sobre as abelhas para descobrir o que está causando a sua morte e que poderá desafiar com precisão a ciência fajuta da indústria de pesticidas. É uma emergência, e se não conseguirmos fazer isto, não se sabe ao certo quem poderá. Vamos investir em um fundo global para salvar nossas abelhas. 

Nosso tempo está se esgotando. Um novo estudo trouxe à tona uma verdade assustadora: em mais da metade dos países europeus não há mais abelhas em número suficiente para polinizar plantações. No Reino Unido, a população de abelhas é de apenas ¼ do necessário para a polinização. E, embora outros tipos de abelhas estejam sendo usadas para fazer o trabalho das abelhas polinizadoras, provavelmente vamos começar a perdê-las também se continuarmos a cobrir nossas plantações com pesticidas. 
E tudo pode ter sido em vão: desde que os pesticidas foram introduzidos no mercado há 70 anos, descobrimos que alguns deles fazem mais mal do que bem quando se trata do cultivo de alimentos, pois eles eliminam os inimigos naturais das pragas. Pior ainda: com o tempo, muitas pragas se tornam imunes aos pesticidas, forçando os fazendeiros e agricultores a usar cada vez mais produtos químicos, envenenando a si mesmos no processo. 
Tanto oficiais de agências governamentais quanto cientistas concordam que um conjunto de pesticidas usado com frequência nas plantações chamado de neoticotinóides está matando as abelhas. Mas as grandes empresas de produtos químicos, como Bayer e seus apoiadores, continuam a argumentar contra a regulamentação dos seus produtos usando pesquisas pagas com o próprio dinheiro que, segundo eles, mostram que os pesticidas não são necessariamente o motivo do declínio das populações de abelha. E esta estratégia tem funcionado: nos EUA, o mais novo campo de batalha sobre a proibição dos pesticidas mortais, o governo diz que não tem provas suficientes para justificar uma proibição. Se perdermos essa batalha nos EUA, a Europa pode ser a próxima e reverter a decisão que suspende temporariamente o uso destes produtos químicos perigosos. 
Chegou a hora de acabar com este debate de uma vez por todas. Quando conseguirmos uma quantidade suficiente de compromissos de doação, a Avaaz vai financiar uma pesquisa feita por cientistas de alto renome para preencher as lacunas de conhecimento sobre a situação das abelhas. Em seguida, vamos nos unir a apicultores e organizações da sociedade civil locais em uma campanha global para salvar as abelhas, usando estratégias como:
·         Organizar uma visita de imprensa com nossa abelha gigante, o Bernie, e garantir que a pesquisa seja mostrada nos principais meios de comunicação do planeta;
·         Financiar pesquisas de opinião pública nos principais países agricultores para refutar a ideia de que comunidades agricultoras não podem sobreviver sem os pesticidas mortais;
·         Ir atrás das empresas de varejo para tirar os pesticidas do mercado. Isso já está acontecendo na Europa, mas vamos focar em supermercados e centros de jardinagem em todo planeta;
·         Campanhas intensas para forçar um projeto de lei que acaba com os pesticidas de abelhas, parado no congresso dos EUA, a ser aprovado de uma vez por todas;
·         Nomear e expor os responsáveis por promover o uso dos pesticidas de abelhas por meio de anúncios publicitários em outdoors e jornais;
·         Ações legais contra agências do governo que aprovaram o uso dos pesticidas neoticotinóides, apesar das evidências que provam ser o uso destes químicos tóxicos para as abelhas e uma série de outras criaturas.
As abelhas estão lutando contra uma máquina bilionária e muito bem organizada que vai fazer de tudo para garantir que o lucro das empresas farmacêuticas e de produtos químicos, e dos grandes agricultores, não seja atingido.  Se as abelhas forem extintas, o mundo que deixaremos para nossos netos vai ser bem diferente: maçãs e amêndoas podem se tornar alimentos exóticos nos supermercados. Mas estamos progredindo na luta para proteger nossas preciosas polinizadoras. No ano passado, 2.4 milhões de membros da Avaaz foram parte de um movimento gigante na Europa que convenceu o parlamento europeu a proibir, por 2 anos, os piores químicos prejudiciais às abelhas. Se nosso movimento juntar forças para acabar com o falso debate que está congelando a ação dos nossos parlamentares, poderemos conseguir a proibição dos pesticidas em todo o mundo e acabar com a guerra química que tem sido feita contra as abelhas de uma vez por todas. 

 MAIS INFORMAÇÕES: 
Efeitos dos agrotóxicos sobre as abelhas silvestres no Brasil (SEBRAE)
Uma decisão europeia boa para as abelhas (Público)
2 agrotóxicos mataram 4 milhões de abelhas em Gavião Peixoto, diz laudo (G1)
Sumiço das abelhas derruba exportações de mel do Brasil (Terra)
Pesticida que mata abelhas também faz mal aos humanos, alerta agência europeia (Público)
Para evitar o sumiço das abelhas (Gazeta do Povo)
UE proíbe três pesticidas que matam as abelhas (Euronews)
https://a.gfx.ms/i_safe.gif

A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 34 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas.

Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, sigam-nos no Facebook ou Twitter.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

CONTRADIÇÃO

CONTRADIÇÃO NO SÉCULO XXI

Por Aluizio Gomes

“Papai, o que é capitalismo?”
“Meu filho, capitalismo é a exploração do homem pelo homem.”
“E o que é socialismo?”
“Socialismo é a exploração do homem pelo homem.”
“Então é a mesma coisa?”
“Claro que não.”
“Qual a diferença? Pirei.”
“Cada sistema vai definir quem vai ser o explorador e quem vai ser o explorado.”
“Puxa, e por que toda esta vã filosofia em torno do assunto?”
“Se eles podem complicar,  por que simplificar? Na mamata, há temas, debates, cursos, livros, empregos, tudo inútil, em essência, e status para os velhacos do intelecto.”



terça-feira, 1 de abril de 2014

1º DE ABRIL

O DIA DA MENTIRA
(Coletado na Internet)

Tudo começou quando o rei da França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de janeiro para ser o início do ano. Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos. Antes dessa mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de março e terminava após uma semana de duração, ou seja, no dia primeiro de abril. Algumas pessoas, as mais tradicionais e menos flexíveis, não gostaram da mudança no calendário e continuaram fazer tal comemoração na data antiga. Isso virou motivo de chacota e gozação, por parte das pessoas que concordaram com a adoção da nova data, e passaram a fazer brincadeiras com os radicais, enviando-lhes presentes estranhos ou convites de festas que não existiam.Tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, confundindo as pessoas, daí o surgimento do dia 1º de abril como dia da mentira. Aproximadamente duzentos anos mais tarde essas brincadeiras se espalharam por toda a Inglaterra e, consequentemente, para todo o mundo, ficando mais conhecida como o dia da mentira. Na França seu nome é “Poisson d’avril” e na Itália esse dia é conhecido como “pesce d’aprile”, ambos significando peixe de abril. No Brasil, o primeiro estado a adotar a brincadeira foi Pernambuco, onde uma informação mentirosa foi transmitida e desmentida no dia seguinte. “A Mentira”, em 1º de abril de 1848, apresentou como notícia o falecimento de D. Pedro, fato que não havia acontecido. Walt Disney criou uma versão para o clássico infantil Pinóquio, dando ênfase à brincadeira, mostrando para a criançada o quanto mentir pode ser ruim e prejudicial para a vida das pessoas. Ziraldo, um escritor brasileiro da literatura infanto-juvenil, também conta histórias sobre as mentiras, através do tão famoso personagem, o Menino Maluquinho. Em "O Ilusionista", Maluquinho descobre o mal provocado por roubar, fingir e mentir. Pregar mentiras nesse dia é uma brincadeira saudável, porém o respeito e o cuidado devem ser lembrados, para que ninguém saia prejudicado, afinal, a honestidade é a base para qualquer relacionamento humano.

quinta-feira, 27 de março de 2014

MARACUTAIA DA GROSSA

O DINHEIRO DA REFINARIA DE PASADENA NAS CAMPANHAS ELEITORAIS DE LULA E DILMA

A foto do cidadão está bloqueada ,não vai de jeito nenhum !!!!


Este senhor aí da foto é Albert Frère, um mega empresário belga. O homem mais rico daquele país. Ele era o dono da refinaria Pasadena, por meio da Astra Transcor Energy, que foi comprada por U$ 42 milhões como sucata e vendida por U$ 1,12 bilhão para a Petrobras. Ele comprou esta refinaria em 2005 e vendeu 50% para a Petrobras em 2006, já por mais de U$ 300 milhões. Este senhor possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, ocupando a cadeira de vice-presidente mundial nesta mega organização, maior produtora privada de energia do planeta. A GDF Suez possui negócios com a Petrobras no Recôncavo Baiano, mas seu principal negócio no Brasil é a Tractebel Energia, dona de um faturamento de quase R$ 6 bilhões anuais. É dona de Estreito , Jirau, Machadinho, Itá e dezenas de hidrelétricas, termelétricas, eólicas. A Tractebel, que é da GDF Suez, que tem como um dos principais acionistas o senhor Albert Frère, que é um dos donos da Astra Transcor Energy, que passou a perna no Brasil em U$ 1,12 bilhão, foi uma grande doadora da campanha de reeleição de Lula, em 2006. A doação de R$ 300 mil chegou a ser contestada na sua legalidade. Também foi uma das patrocinadores do filme Lula, Filho do Brasil. Já em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil. O dinheiro que ajudou a reeleger Lula e eleger Dilma veio, assim, mesmo que indiretamente, da Petrobras. Daquela bolada que ela pagou, inexplicavelmente, pela Refinaria Pasadena. Como é pequeno este mundo da corrupção. (CoroneLeaks)

sábado, 22 de março de 2014

LUDENDORFF

LUDENDORFF, O HOMEM QUE AJUDOU A DESTRUIR A VELHA EUROPA

1.   PREÂMBULO
Nas primeiras décadas do século XX, a Europa passou por incríveis transformações, ela que vinha de uma longa era de estabilidade, paz e progresso material: a belle époque, a era vitoriana, conquistas como eletricidade, rádio, telefone, telégrafo, ferrovias, etc.,  haviam expandido a economia, além de progressos na química e na medicina. Por último veio o automóvel, o avião, e mais progresso na economia, com a entrada no mercado de insumos como borracha e petróleo. O resultado foi a enorme acumulação de capitais no sistema financeiro, conglomerados econômicos, com novas formas de administração, como os trustes. A produção em série, com a linha de montagem, mais uma vez aumentou a capacidade de produção da indústria. Tudo isto fortaleceu enormemente a burguesia, é a era dos Rockfellers, Rothschilds, Morgans, etc, também chamados de robber barons,a era do capitalismo selvagem. Como a toda ação corresponde  uma reação, esta, no caso, foi a ascensão do comunismo, calcado na enorme massa operária que ralava nas fábricas, para enriquecer os burgueses. Entre o rochedo e o mar ficou a aristocracia, fadada a desaparecer. Este componente social, que vinha desde a Idade Média, tinha sofrido duro golpe na Revolução Francesa, porém, com a derrota de Napoleão, veio a reação austríaca- prussiana, liderada por Metternich, o que deu mais um século de sobrevida às monarquias decadentes.
Porém, tudo ruiu com a Primeira Guerra Mundial. Caíram poderosas monarquias, alemã, austríaca, russa, além de ser extinto o também poderoso império medieval Turco Otomano. Os Bálcãs, países bálticos, e países do leste europeu foram totalmente remodelados, enquanto França e Inglaterra, como lobos famintos, se apoderavam dos espólios turcos, terras riquíssimas em petróleo. É a era das 7 Irmãs: Standard Oil, Royal Dutch & Shell, British Petroleum, Texaco, Mobil Oil, etc. Estas empresas provocavam revoluções, tiravam e colocavam governantes, por métodos sempre obscuros.
2. ERICH LUDENDORFF
Ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha planejou invadir a França através da Bélgica, seguindo o famoso Plano Schlieffen. A ala direita da força alemã precisava girar como um compasso, em torno de um pivô, que seria a ala esquerda, destinada a ficar estática, ao sul da França. Porém, no caminho da ala direita ficava Liège, uma praça fortificada. Após tremendo bombardeio, Ludendorff ficou perdido na confusão, separando-se de seus compatriotas. Pensando que a praça houvesse sido conquistada, foi para lá de táxi, e ao chegar, bateu na porta com o punho da espada.Esta  foi aberta por soldados belgas, e a surpresa foi dos dois lados. Pensando que o general estava com seu exército, os belgas se renderam. A repercussão deste fato foi enorme, dando uma fama duradoura ao general, que ganhou do Kaiser a cobiçada medalha Pour le Mérite.
Mas, não ficou só nisso. Depois veio Tannenberg, façanha de maior repercussão e de consequências históricas tremendas, pois foi o princípio do fim da monarquia russa. A Alemanha planejava derrotar a França em poucas semanas, para depois cuidar da Rússia. Esta estratégia saiu errada, pois os franceses, desesperadamente, apelaram aos russos para entrarem mais cedo na guerra. A Rússia, sem prever as consequências disto, atacou, sem estar devidamente preparada. Os germânicos então transferiram unidades do Oeste para o Leste, tiraram Hindenburg de volta de sua reforma, e fizeram a famosa dupla Hindenburg-Ludendorff. É verdade que o plano de batalha de Tannenberg já estava feito pelo coronel Max Hoffman, porém todos os louros foram para os dois de maior patente. Tanto que, depois, Hoffman afirmou: "Depois de Tannenberg, deixei de acreditar em Aníbal e César". Após Tannenberg, Ludendorff consolidou sua fama, a Rússia foi humilhada e derrotada também ao sul, nos Cárpatos, e Ludendorff ainda deu um presente de grego a eles, tirando Lênin do exílio na Suíça, e mandando-o de volta a seu país. A revolução fermentou, e em 1917 caiu a monarquia russa. Em 1918 caíram as monarquias alemã e a austro-húngara, o mesmo acontecendo na Bulgária.
Ludendorff, excelente tático e péssimo estrategista, garantiu aos políticos alemães que ainda poderia ganhar a guerra, e em 1918 fez um desesperado ataque à França, já com a Rússia fora da guerra. Sua estratégia falhou miseravelmente, e os alemães tiveram que fazer uma paz humilhante, no Tratado de Versalhes. A Alemanha saiu falida, sofreu uma inflação pavorosa, e como desgraça pouca é besteira, Ludendorff ainda foi dar ouvido a um austríaco pobre  e obscuro, porém dono de uma retórica muito forte, chamado Adolf Hitler. O resto da história vocês já sabem.
31/07/2011

OBRA CONSULTADA:
"LUDENDORFF- Soldado, Ditador, Revolucionário"-D.J. Goodspeed-Biblioteca do Exército Ed. e Editora Saga- (1968)

Transcrevemos abaixo, as duas últimas páginas da obra acima, valendo como o julgamento da História:
"A 20 de Dezembro de 1937, a tempestuosa odisseia de Ludendorff chegou ao fim, no Hospital Josephiniun, na Schönfeldstrasse em Munique. Morreu aos 72 anos, em consequência de um mal de bexiga, recebendo a carinhosa assistência, até o final, das freiras daquela igreja que ele injustamente atacara nos últimos 15 anos de sua vida. Dois dias depois, Hitler acompanhou o esquife pelas ruas de Munique até o Feldherrnhalle, onde o Marechal-de-Campo Von Blomberg, Ministro da Guerra nazi, pronunciou o discurso fúnebre. O corpo de Ludendorff permaneceu embalsamado na Feldherrnhalle, com uma grande bandeira suástica estendida sobre o caixão e sob a guarda de 4 soldados nazis. No seu testamento, Ludendorff estabelecera expressamente que não desejava ser sepultado no Cemitério dos Inválidos em Berlim, nem na cripta do Monumento Comemorativo de Tannenberg, mas em Tutzing. Hitler não desprezou o desejo do morto, embora relutasse em deixar os restos de Ludendorff exclusivamente a  cargo de Mathilde, quando poderia servir a objetivos partidários em um panteão nazi.
A Primeira Guerra Mundial, ocorrendo, como ocorreu, quando a Europa vinha de uma longa idade ouro, constituiu um dos mais trágicos episódios da história moderna. E o domínio que Ludendorff exerceu sobre a política alemã desde agosto de 1916 até Outubro de 1918 teve papel decisivo na tragédia, aprofundando-a sensivelmente. Ele possuía notável talento militar.
As doutrinas defensivas e ofensivas desenvolvidas sob sua direção revestiram-se de um brilho tático não demonstrado em qualquer outra parte na mesma guerra e raramente igualado em qualquer outra guerra. Enquanto contou com Hofmann ao seu lado, revelou também brilho estratégico de primeira grandeza. Sua habilidade administrativa foi ainda mais pronunciada e ele deve ser classificado como um dos máximos organizadores militares de todos os tempos.
Contudo, sua direção levou os negócios da Alemanha a um tremendo desastre. Faltavam-lhe, por completo, treino e talento para lidar com problemas políticos, mas, com a autossuficiência que lhe era peculiar, impunha usa vontade ao Kaiser, ao governo civil e à nação alemã. Inteiramente incapaz de trabalhar com homens moderados em um mesmo nível, ditava suas normas políticas de curto alcance e por elas lutava com uma obstinação criminosa. Sua rudeza para com a Rússia, sua ingênua crença na miragem da força militar polonesa, seu tolo desdém quanto ao poderio americano e sua recusa a toda possibilidade de uma paz de compromisso, levaram a Europa à ruína. Os três grandes impérios desmoronaram e, por mais que se lhes pudessem apontar os defeitos, boas razões havia para lamentar-se a queda. Em certos sentidos, Ludendorff bem se ajustava ao terrível mundo novo que contribuíra para criar, porque, pelo seu temperamento, preferia métodos cruéis e radicais e a prova disso está no fato de haver encontrado o seu lar espiritual no partido Nazi.
Se bem que a Primeira Guerra Mundial tivesse sido um erro grave de cortar o coração, com um pouco mais de boa vontade e um pouco menos de orgulho em ambos os lados muita coisa muita coisa teria sido evitada: o prolongamento da luta, a ascensão de Hitler e o caráter de inevitabilidade do segundo conflito mundial. Neste ponto coube a Ludendorff uma grande parcela de responsabilidade. Hitler bem poderia ter chegado ao poder sem o apoio de Ludendorff, embora esse apoio lhe tivesse sido de incalculável vantagem nos primeiros tempos, mas Hitler jamais teria chegado ao poder se a Alemanha não estivesse tão abalada pela guerra que Ludendorff estendera por tanto tempo.
A vida de todos os homens é uma luta entre o bem e o mal, que continuamente se digladiam. O bem predominou no começo e no meio da vida de Ludendorff: coragem pessoal, inteligência, determinação e um alto e desprendido senso de dever. Nenhuma dessas, entretanto, era uma virtude verdadeiramente heroica e nada menos que heroicas virtudes poderiam responder ao desafio do comando supremo. Em Ludendorff, cedo as trevas sobrepujaram as luzes do espírito. Com o decorrer do tempo, o orgulho afugentou o desprendimento, a inteligência se obumbrou e feneceu e até a coragem pessoal foi substituída por uma barba postiça e um par de óculos azuis.








terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CUBA: PARAÍSO OU INFERNO?

CUBA, O INFERNO NO PARAÍSO

Juremir Machado da Silva

Correio do Povo, Porto Alegre (RS)

Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao Comunismo.Usei todos os chavões que conhecia, para justificar o projeto cubano. Não deu certo.Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei, de novo, os pontos.O problema do socialismo é, sempre, o real. Está certo que as utopias são virtuais; o lugar, não. Mas, tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão.Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.Não fiquei trancado no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre.
Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci.Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos.Em Cuba, até, os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É, ainda, pior.Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar, até, quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares, mensais.José, professor de História e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros, chega a trinta). 

Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos.José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui, já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados, em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’.José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos, pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes, lápis, cadernos, canetas simples. Como não podem entrar, sozinhos, nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar.O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida, para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa.Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares, não há embargo. 

A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’.Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo.‘Para ter um emprego num hotel, é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que quando visito um país problemático, o regime cai, logo depois da minha saída.


Respondem em uníssono:'Vamos te expulsar daqui agora mesmo’.Pergunto: por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina.Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha, por uma minha, se eu assassinar Fidel para eles.Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações. ‘Aqui, não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso, em praça pública para criticar o governo, seríamos presos, na hora’.Ricardo Alarcón aparece, na televisão, para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada.


Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’.Mas, e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização, para todos; não, educação. Somos formados, para ler a versão oficial; não, para a liberdade. A educação só existe, para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena: ’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares.-Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’.Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas, como alento. Fidel já nos tirou tudo. Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’.Antes da partida, José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘revoltados’.


E, ainda, existem brasileiros que defendem isso e querem e desejam isso, para o Brasil!


PUXA QUE PARIU!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

BAKUNIN

BAKUNIN FOI UM ANARQUISTA, MARX NÃO

Tradução da Wikipedia

Dedicado a Ana Elizabete e Isabel,pela dica e pelo insight.

Mikhail Alexandrovich Bakunin (1814-1876) foi um socialista,libertário e anarquista russo, fundador do anarquismo coletivista. É considerado uma da mais influentes figuras do anarquismo, e um dos principais fundadores do anarquismo social.O enorme prestígio de Bakunin como um militante fez dele um dos mais famosos ideólogos na Europa, e ganhou influência substancial entre os radicais por toda Rússia e Europa.
Bakunin cresceu em Pryamukhino, uma propriedade da  família na região do Tver, de onde saiu para estudar filosofia, começando a ler os enciclopedilistas franceses,daí levando a admirar a filosofia de Fichte.De Fichte, Bakunin passou a estudar Hegel, o mais influente pensador alemão, à época, abraçando o Hegelianismo.
Em 1840, ele viajou para São Petersburgo e Berlim, com a intenção para se preparar para a cadeira de filosofia ou história na Universidade de Berlim. Em 1842 ele foi para Dresden, depois para Paris, onde conheceu Karl Marx. Seu crescente radicalismo e oposição firme contra o imperialismo russo, ganhou o desprestígio na universidade, e assim perdeu a oportunidade de ensinar, sendo expulso da França por criticar a opressão polonesa pelos russos.
Em 1849, Bakunin foi preso em Dresden por ter participado na revolução tcheca de 1848, e levado de volta para a Rússia, continuando preso lá, até 1857, levado então para a Sibéria, fazer trabalhos forçados. De lá, fugiu para o Japão, depois Estados Unidos, e finalmente Londres, onde trabalhou com Herzen no jornal Kolokol ( O Sino). Em 1863, partiu para se juntar à insurreição na Polônia, mas não conseguiu chegar lá, perambulando pela Suíça e Itália.
Em 1868, Bakunin entrou na Associação Internacional dos Homens Trabalhadores, causando um conflito com o próprio Karl Marx, que não era nem um pouco anarquista.No Congresso de Haia (1872), houve uma disputa entre os marxistas e os bakuninistas, sendo Bakunin derrotado e expulso.

Bakunin reagiu, fez um congresso separatista e conseguiu apoio da maioria, aumentando o poder do anarquistas dentro da associação.Participou de revoltas na França e na Itália, terminando por ficar em definitivo na Suiça, devido a problemas de saúde.