sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ayn Rand


COMO FUNCIONAVAM OS SOVIETES


FRASE DE 1920 ...

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você com suas ações;
quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada, vivendo no inferno".

 Fonte: Facebook de Nelson Cirtoli

HERANÇA POLÍTICA


Mais uma do Joãozinho... guri inteligente
Joãozinho "quase" petista.
 
Uma professora petista do ensino fundamental explicava aos alunos o
"ser petista". Pediu que levantassem a mão todos aqueles que fossem
simpáticos ao partido.
 
Todos os alunos, por temerem represálias, levantaram a mão, exceto um
menino que estava sentado no fundo da sala.
 
A professora olhou para o menino com surpresa e lhe perguntou:
- Joãozinho, por que não levantou a mão?
- Por que não sou petista! - respondeu.
 
A professora perguntou de novo:
- Se não é petista, então com quem se simpatiza?
- Com os tucanos! - respondeu com orgulho o menino.
 
A professora cujos ouvidos fanáticos não podiam dar crédito a algo
assim, exclamou:
- Joãozinho, me diga: porque és simpático aos tucanos?
 
O menino muito tranquilo respondeu:
- Minha mãe é tucano, meu pai é tucano, meu irmão é tucano, por isso
eu também sou tucano! - arrematou...
 
- Bem, replicou a professora - mas isso não é um bom motivo.. Você não
tem que ser tucano como seus pais. Por exemplo, se sua mãe fosse
mentirosa, seu irmão um meliante vagabundo e contraventor e seu pai um
fraudador ladrão de dinheiro público, o que você seria?
 
- Bom... aí eu seria petista!   
 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

OS JUROS NÃO CAEM



Certa ocasião, perguntaram a Antonio Ermírio de Moraes, porque ele não abria um banco, e  ele então respondeu:

“Porque não tenho vocação para agiota”.

Dito isto, adianto que fico pasmo como economistas de renome arriscam suas reputações defendendo os altos juros cobrados no Brasil.Também, são pagos a peso  de ouro, trabalham em bancos de investimento, estão puxando a brasa para suas sardinhas, têm o rabo preso.


As alegações são vagas, imprecisas: altos impostos, depósito compulsório, poucas garantias, alta inadimplência, etc, mas, nunca apresentam números, estatísticas, são sempre nebulosos.Nunca falam dos lucros fantásticos dos bancos, das tarifas as mais absurdas, os enormes ganhos de produtividade devido a  automação dos últimos anos.

Um caixa eletrônico é um funcionário robô que nunca faz greve, trabalha dia e noite, sem hora extra. O internet banking permite o banco funcionar sem precisar abrir a agência.Tudo isso é ganho de produtividade, enxuga a folha salarial, e cadê o benefício do cliente, em termos de redução das tarifas e juros? Vai tudo para o bolso deles

Aluizio Gomes 

terça-feira, 15 de maio de 2012

ARGENTINA


Argentina,
Tens uma sina
Maradona cheira cocaína
E à Bolívia, 
Cristina 
Ensina

Isto tem a ver com as recentes estatizações, malsinadas e mal ensinadas.

Faz parte da Nova Literatura de Cordel, adaptada aos novos tempos de Internet.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ORIGEM DOS TERREMOTOS NO NORDESTE


         ORIGEM DOS TERREMOTOS NO NORDESTE


Por
Paulo de Barros Correia (Paulo Mufula)
Professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco

Artigo publicado em: http://www.comciencia.br


“O Brasil é um país abençoado por Deus porque aqui não há terremotos”. Quem nunca ouviu esta frase? Infelizmente isso não é verdade. Como mostra a Figura 1, há mais terremotos no Brasil, do que se pensa ou pensava. Nas últimas décadas, o Nordeste é a região do país que vem registrando o maior número de abalos sísmicos. Recentemente, a população da cidade de Alagoinhas no agreste de Pernambuco, a cerca de 230 km do Recife, ficou apavorada com os tremores de terra que ocorreram em um pequeno espaço de tempo. Foram mais de 60 abalos sísmicos de magnitudes que variaram de 2,5 a 3,2 na escala Richter, entre os dias 8 e 10 de março passado. Aliás, abalos sísmicos não são raros no Nordeste. Os primeiros registros históricos de terremotos no Nordeste datam de 1724 em Salvador (BA). Desde essa época, muitos abalos sísmicos foram registrados em todos os estados do Nordeste do Brasil. Dentre as localidades mais atingidas destacam-se Caruaru e Belo Jardim, em Pernambuco, João Câmara e Parazinho, no Rio Grande do Norte, Pacajus e Sobral, no Ceará, e algumas cidades do recôncavo baiano.


Por que ocorrem terremotos no Nordeste?


A superfície terrestre é composta por placas litosféricas rígidas, que incluem crosta continental e oceânica, chamadas de placas tectônicas. Essas placas flutuam sobre uma camada viscosa da parte mais externa do manto, que os geocientistas chamam de astenosfera. As placas tectônicas se distribuem na superfície terrestre como se fossem peças de um quebra-cabeça. Se uma peça dessas se move, vai colidir com as suas vizinhas. Essa colisão provoca dois tipos de terremotos, os terremotos de borda de placa, mais fortes, como os que ocorrem no Chile e os terremotos intraplaca, historicamente mais fracos, como os que ocorrem no Nordeste. A placa em que viajamos é a Placa Sulamericana, que colide com a Placa de Nazca a oeste (Figura 2), e a leste, ela se afasta da Placa Africana, como mostram as setas azuis divergentes da Figura 2. A colisão a oeste é do tipo zona de subducção (Figura 3A), onde a placa de Nazca que é oceânica e mais densa mergulha sob a placa Sulamenricana, que é continental e menos densa. Já na borda leste, o mecanismo envolve uma célula de convecção que faz o magma ascender à superfície afastando as duas placas, dando origem à cadeia meso-atlântica, mostrada na Figura 3B. Diante disto é fácil compreender que a Placa Sulamericana está submetida a um regime compressivo provocado pelo empurrão da Placa de Nazca de oeste para leste, e pela ascensão magmática na cadeia meso-atlântica, que a empurra para oeste.


Essa compressão a que está submetida a Placa Sulamericana, é a principal responsável pela maioria dos abalos sísmicos que ocorrem no Nordeste. Estando sobre uma unidade geológica muito antiga, mas cheia de falhas, chamada Província Borborema (Figura 4), o Nordeste é sismologicamente instável. As falhas mais extensas e profundas constituem verdadeiras zonas de fraqueza da crosta terrestre, que os geocientistas chamam de suturas, tendem a se movimentar, provocando diversos abalos sísmicos. Uma dessas suturas corta o estado de Pernambuco desde o Recife até a divisa com o estado do Piauí. Essa grande falha geológica, de pelo menos 550



Ao longo da Zona de Cisalhamento Pernambuco os sismos se distribuem às vezes sobre a própria zona de cisalhamento , às vezes acima ou abaixo da mesma, associado a alguma falha de menor extensão.
Comparados com os terremotos que ocorrem na borda oeste da placa Sulamericana, os abalos sísmicos do Nordeste são muito menos intensos, devido à sua situação intraplaca. Não há, como no Chile, uma placa mergulhando por baixo da outra provocando grandes terremotos. O Nordeste brasileiro está longe das bordas da placa. Os terremotos são de magnitude baixa e ocorrem provocando pequenos abalos, às vezes em grande quantidade. É bom que seja assim, pois é um sinal de que o esforço está sendo dissipado em doses homeopáticas, não permitindo o acumulo de grande quantidade de energia, capaz de provocar sismos de maior magnitude.
Até agora não há como prever de uma maneira efetiva a hora e o local exato dos abalos sísmicos. Com todo o avanço da tecnologia na construção de sensores sofisticados, no momento é impossível precisar, principalmente o dia e a hora do evento sísmico. Com relação aos locais dos sismos se sabe que em geral os eventos ocorrem sempre associados a falhamentos ou suturas. No Nordeste o monitoramento dos sismos é feito através de estações sismográficas controladas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem o único observatório sismológico da região. Eventualmente a Universidade de São Paulo (USP), através do Instituto Astronômico e Geofísico, e a Universidade de Brasília (UnB) realizam pesquisas sismológicas na região. No entanto os conhecimentos ainda são parcos uma vez que a pesquisa nessa área ainda é incipiente. Não se sabe ainda, por exemplo, se o esforço acumulado na placa está sendo completamente dissipado através desses pequenos abalos. Será que regionalmente a placa não está acumulando esforço para depois liberar toda essa energia de uma só vez, apesar dos pequenos abalos? A resposta a essa pergunta só acontecerá com intensa pesquisa e apoio dos órgãos públicos.
Paulo de Barros Correia é professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

EDITORIAL


EDITORIAL
Por Sérgio Roxo, no Globo on line:
A volta de personagens envolvidos em escândalos de corrupção aos holofotes da cena política é um atentado à ideia de República, para Roberto Romano, professor de ética e filosofia política da Unicamp. Ele atribuiu o fato ao anacronismo absolutista da sociedade brasileira, em que há diferenças de direitos entre o cidadão comum e os ocupantes de cargos públicos.
Nos últimos dias, réus em processos foram nomeados para comissões na Câmara . João Paulo Cunha (PT-SP), acusado no mensalão, foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça , uma das mais importantes da Casa. Paulo Maluf (PP-SP), procurado pela Interpol, Valdemar da Costa Neto (PR-SP), também réu no mensalão, e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no processo do mensalão mineiro, foram escolhidos para integrar a comissão da reforma política.Quem faz a lei não pode responder por uma acusação de desrespeitar a lei, afirma Romano.
Tais nomeações, diz, geram uma ameaça ao Estado democrático de direito: A situação mostra a fragilidade da nossa República.
É uma República quase de fachada. Para o cientista político Cláudio Couto, professor do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getúlio Vargas, essas nomeações mostram que os partidos estão se lixando para a opinião pública: É uma conduta comum a todos os partidos, tanto de oposição como situação. Não sobra ao eleitor escolher alguém que não esteja envolvido nesse tipo de situação.� Couto acredita que episódios como os das nomeações já foram banalizados pela avalanche de escândalos: Fica até difícil dizer que é um escândalo, porque se tornou algo tão rotineiro essa desfaçatez da classe política com a população. Escândalos, por definição, não podem ser coisas rotineiras.